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Pé de Cachimbo nas escolas: quando o palco vai até a quadra
A lei põe dança e teatro no currículo. Veja o que aconteceu quando o Pé de Cachimbo, da Vivá Cia de Dança, se apresentou em escolas públicas de Niterói.

Nem todo estudante tem um teatro por perto, e nem sempre o problema é falta de interesse. Em 2025, a Nova Atmosfera tentou encurtar essa distância de um jeito simples: levou o espetáculo até a escola.
A arte já é obrigação, no papel
A Lei 13.278/2016 mudou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Pelo texto, "as artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que constituirão o componente curricular" de arte, que a própria LDB torna obrigatório na educação básica. A lei deu cinco anos para os sistemas de ensino se ajustarem, incluída a formação de professores em número suficiente.
Na prática, dança e teatro fazem parte do que a escola deve ensinar. Mesmo assim, o contato de muitos estudantes com um espetáculo de verdade, com figurino, som e bailarino a poucos metros, ainda pode ser raro. É aí que um circuito como o nosso entra.
O que a gente fez
O espetáculo se chama Pé de Cachimbo e é da Vivá Cia de Dança. Na divulgação da temporada no Centro de Artes UFF, o projeto o apresentou como um espetáculo interativo de dança contemporânea que lança "um olhar sensível sobre a essência do folclore brasileiro". As sessões no Centro de Artes UFF foram em 2 e 3 de agosto de 2025. Logo depois, a Nova Atmosfera levou o espetáculo para dentro de escolas públicas.
Em 5 de agosto de 2025, o projeto apresentou o Circuito nas Escolas como uma das suas programações, criada para tornar a arte parte da rotina escolar. A primeira sessão, no mesmo dia, foi na quadra da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Ilha da Conceição: lona preta no chão, banner preso no alambrado e o elenco dançando a poucos passos da plateia. Em 5 de setembro, foi a vez da Escola Municipal Nossa Senhora da Penha, no Morro da Penha, também em Niterói.
Em outubro de 2025, o projeto fez um balanço da circulação. Segundo a publicação, o espetáculo alcançou mais de mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos, em escolas públicas de Niterói, incluindo as da Ilha da Conceição. Os números vêm do próprio projeto.
Por que levar o palco até lá
Porque ir ao teatro tem barreira. Tem transporte, tem horário, tem a sensação de que aquele lugar não é para você. Quando o espetáculo vai à quadra, uma parte dessa barreira cai. O estudante vê a dança de perto, sem precisar de convite.
A gente não vai afirmar aqui que uma sessão muda uma vida. O que dá para dizer, com base no que o projeto registrou, é que as sessões aconteceram, que muita gente assistiu e que a quadra da escola virou palco por algumas horas.
O que vem depois
Uma pergunta que a gente se faz: como transformar uma apresentação em algo que fica? Uma sessão não substitui a aula de dança nem a oficina de teatro. Por isso a gente quer ouvir quem está na ponta: professores, diretores, famílias e os próprios estudantes. O que faria sentido voltar a acontecer?
Sua voz é ouvida
Qual foi a primeira vez que a arte chegou até você? Foi na escola, num teatro, na rua? Se você trabalha em escola, o que levaria para o seu pátio? Conte na seção Sua voz é ouvida. A gente lê cada mensagem.
Fontes deste texto
De onde vem cada informação. Se algo mudou, avise a equipe.
- Lei 13.278/2016planalto.gov.br
- LDBplanalto.gov.br
- Divulgação da temporada no Centro de Artes UFFinstagram.com
- 5 de agosto de 2025instagram.com
- Escola Municipal Heitor Villa-Lobosinstagram.com
- Escola Municipal Nossa Senhora da Penhainstagram.com
- Balanço da circulaçãoinstagram.com


